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Dona
Finha - Uma torcedora exemplar:
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Ao
longo da história do confiança ao longo de todos os seus
momentos; nas vitórias e nas derrotas, de glórias e crises;
no sobe e desse de seus presidentes, fez tanto furor no time azul e
branco do bairro industrial, que tornou-se um monumento intocável.
Josefa, minha gente é a famosa "Dona Finha" do Confiança, a figura folclórica do futebol sergipano. Uma mulher que logo cedo, aos 25 anos, ficou viúva. E na sua luta pela sobrevivência, trabalhando dia e noite como tecelã na Fábrica Confiança, já com dois
filhos dando tudo de si, ainda conseguil abrir espaço do seu
tempo, para o esporte. Naquela época, com o basquete, já
que o time de futebol não tinha sido criado, ela inicia uma nova
vida, descobrindo emoções do esporte, participando da
torcida organizada que incentiva o time do local em que trabalha. As
partidas, geralmente aconteciam na quadra da fábrica. Más
não importava o lugar. A Josefa distrai-se, sentia-se bem. Lá
não estava sozinha, estava com a torcida, agitando a bandeira
azul e branco, empurrando o time, dando aquela força aos seus
colegas de trabalho. Pronto aos cachorros da solidão tinham ido
embora. A alegria já estava presente. Dia de jogo, era um dia
de festa. Na fábrica, o pessoal, preparava a batucada, faixas
e Josefa não perdia a oportunidade. De tudo isso, uma coisa estava
decideda: ficaria viúva para sempre. Não partiria para
outro casamento, más ficaria casa com o Confiança, seu
grande refúgio, onde conseguil curar todas as suas feridas, passando
a acompanhar todos os seus passos, do time de basquete aso time de futebol,
ainda sem chuteira, com os pés no chão. O Confiança
entrou na sua vida de tal maneira que vem lhe dando vida. Passou a ser
uma coisa de D. Finha.São 89 anos de vigor, desfraldando a bandeira do clube, sendo a torcedora símbolo, presente em todos os jogos, não importava o lugar. A crônica desportiva sergipana faz queestão de resistrar a presença de Dona Fina em estádios sergipanos entre a torcida Azul e Branco. Como torcedora ardorosa, só faltando em dias de jogos por motivos de doenças, ele representava a garra da torcedora feminina, perdidamente apaixonada pelo seu Clube. Pela sua idade e história, tornou-se não um símbolo do esporte sergipano, más sim uma torcedora símbolo do esporte nacional. Hoje recolhida ao seu leito carinhosamente pela sua filha Mara, netos e parentes. |
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